Paternidade faz os homens engordarem, aponta pesquisa

FOLHA GOSPEL

Se é na gravidez que muitas mulheres engordam, com os homens o ganho de peso vem depois que o bebê nasce.

Segundo uma pesquisa da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, ser pai engorda. O estudo foi publicado recentemente no Jornal Americano de Saúde Masculina.

O estudo acompanhou por 20 anos o peso de 10 mil homens, da adolescência até a fase adulta, e concluiu que os homens engordam mais quando se tornam pais, comparado aos homens sem filhos.

Imagem redimensionadaO peso destes homens foi medido em quatro momentos diferentes da vida deles: no início da adolescência, depois da adolescência, meados dos 20 anos e início dos 30, assim como o IMC (índice de massa corporal).

Os homens foram classificados como: pai, não-pai, pai que mora com o filho e pai que não mora com o filho.

Na média padrão do estudo, um homem de 1,83 m, que vive com o filho, ganhou, em média, dois quilos depois de se tornar pai. Já o homem com a mesma altura, mas que não vive com o filho, engordou, em média, 1,5 quilo depois de ter se tornado pai.

Em termos de IMC (índice de massa corporal), o estudo apontou um aumento de 2,6% no IMC de homens que vivem com os filhos ante um aumento de 2% do IMC entre os homens que não vivem com suas crias.

Já os homens com o mesmo padrão de altura e sem filhos perderam 650 gramas no mesmo período.

Este é um dos primeiros estudos a analisar a forma como a paternidade afeta o IMC, um importante marcador biológico da saúde, que classifica se estamos no peso considerado ideal, acima dele ou obesos.

Além do IMC, outros fatores foram levados em conta: idade, raça, escolaridade, renda, atividade diária e estado civil.

Estudos anteriores já relacionaram o casamento ao ganho de peso em homens, mas na paternidade ele se mostrou mais marcante.

Matéria completa disponível em Folha Gospel

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Governo edita MP que reduz jornada de funcionários de empresas em crise

VERDADE GOSPEL

   O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (6) uma medida provisória (MP) que permite que empresas com dificuldades financeiras temporárias reduzam a jornada de trabalho dos funcionários. O Programa de Proteção ao Emprego (PPE) propõe diminuir em até 30% as horas de trabalho, com redução proporcional do salário pago pelo empregador.

   A diferença do salário será parcialmente compensada pelo governo, que vai pagar ao trabalhador 50% da perda, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) – fundo que já está deficitário. Essa compensação está limitada a R$ 900,84, correspondente a 65% do valor do maior benefício do seguro-desemprego, hoje em R$ 1.385,91.

   Assim, pelas regras, um trabalhador que receba R$ 5 mil por mês e entre no PPE passará a receber R$ 4,25 mil com a redução de 30% da jornada, sendo que R$ 3,5 mil serão pagos pelo empregador e R$ 750 pagos com recursos FAT.

   A MP deve ser publicada na terça-feira (7), segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa,  e começa a valer imediatamente, mas tem 15 dias para ser regulamentada e começar a produzir efeitos. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso em 60 dias (prorrogáveis por mais 60) para não perder a validade.

   “O programa é destinado a proteger empresas de setores atingidos por uma crise de produção e de vendas”, disse o secretário geral da Presidência, Miguel Rossetto. “É um programa ganha-ganha”.

   As empresas terão até o final do ano para aderir ao programa. Segundo o governo, o objetivo é manter os empregos e preservar o saldo doFGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do trabalhador, preservando todos os benefícios trabalhistas, inclusive o seguro-desemprego.

   Estima-se que o programa vai gerar um custo de R$ 100 milhões em 2015 e preservar o emprego de 50 mil trabalhadores com salário médio de R$ 2,2 mil. Segundo o governo, a medida estimula a produtividade com o aumento da duração do vínculo trabalhista e fomenta a negociação coletiva.

   O PPE é uma alternativa ao layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho para requalificação profissional), em que o trabalhador perde o vínculo empregatício.

   “Ele está sendo adotado agora porque é um programa de proteção ao emprego em momentos de redução temporária no nível de atividade. Antes tínhamos redução do desemprego”, afirmou o ministor do Planejamento, Nelson Barbosa, ao ser questionado sobre por que a proposta só veio agora, mesmo sendo uma demanda dos sindicatos desde 2012.

   Matéria completa disponível em Verdade Gospel