Entenda o que muda com a reforma trabalhista aprovada pelo Senado

ISTOÉ

O plenário do Senado Federal aprovou nesta nesta terça-feira (11) o texto da reforma trabalhista. A proposta muda pontos da legislação trabalhista como férias, jornada, remuneração e plano de carreira, além de implantar e regulamentar novas modalidades de trabalho, como o trabalho remoto (home office) e o trabalho por período (intermitente).

A reforma estabelece ainda que a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários, banco de horas, remuneração por produtividade e trabalho remoto.

No entanto, pontos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-mínimo, 13º salário, seguro-desemprego, benefícios previdenciários, licença-maternidade e normas relativas à segurança e saúde do trabalhador não foram alterados.

A proposta de reforma trabalhista prevê, além da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso, acaba com a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores.

Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano, além de novas regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional.

Matéria disponível em IstoÉ

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Bíblia deve chegar a 98% da população mundial em 18 anos, diz tradutor

FOLHA GOSPEL

A boa notícia é que a mensagem bíblica escrita (Bíblia completa, Novos Testamentos, etc) já está disponível em línguas faladas por 90% da população mundial. A notícia ainda melhor é que este percentual ainda deve aumentar, chegando a até 98% até 2035, de acordo com Alexander Schweitzer, coordenador de tradução da Bíblia para a União das Sociedades Bíblicas (UBS).

Schweitzer esteve em Sydney (Austrália) esta semana para um encontro de líderes das Sociedades Bíblicas. O evento reuniu representantes das 148 sociedades bíblicas se unem para montar grandes parcerias em seus projetos e aumento do alcance da tradução das Escrituras, logicamente, acaba sendo o principal objetivo.

É muito comum ouvir sobre o número de línguas em que a Bíblia foi traduzida – cerca de metade das 7.000 línguas do mundo tem alguma Escritura. Desses idiomas, 648 têm uma Bíblia completa, e outros 1.432 têm o Novo Testamento inteiro. Mas o grupo de línguas que tem a “Bíblia completa” é falado por 5,16 bilhões de pessoas.

Em comparação, as línguas (idiomas e dialetos) falados por 252 milhões de pessoas ainda estão sem qualquer Escritura traduzida. Sendo assim, ssim, Schweitzer, um homem bastante cauteloso e preciso, está feliz em dizer que já é possível que 98% da população mundial tenha uma Bíblia ou alguma parte das Escrituras já traduzidas em sua língua materna ou “linguagem do coração” até 2035.

O chefe dele, Michael Perreau, é ainda mais otimista. Ele disse à agência ‘Eternity News’ no início deste ano: “Até 2033, se mantivermos o impulso, poderíamos ver todas as línguas com as Escrituras completas ou em partes já traduzidas”.

A UBS está trabalhando em 403 projetos de tradução, sendo 177 deles, a primeira tradução da Bíblia para um novo idioma. Há também 116 novas traduções para locais onde a Bíblia já existe, mas precisa de novas versões, devido à evolução destes idiomas e dialetos.

Schweitzer propôs uma grande meta aos participantes do encontro de Sydney: aumentar o acesso às Escrituras em 50 por cento nos próximos 20 anos. O que isso significa é duplicar o número de idiomas com Bíblias completas e isso exigirá a conclusão de 291 projetos de tradução atuais – para dar início a novos projtos.

Ele também destacou que a importância do treinamento de mais e mais tradutores que é a chave para atingir os objetivos ambiciosos. A UBS está aumentando o treinamento, projetando que mais 313 tradutores trabalharão até 2022.

Mas não são apenas os trabalhadores da Sociedade Bíblica que estarão envolvidos. A tradução da Bíblia é cada vez mais feita por “tradutores locais” que são falantes nativos; Eles podem ser pastores, anciãos ou outros cidadãos locais.

Schweitzer descreve esta mudança de cenário: “Há o antigo modelo missionário, que consiste em enviar um casal cristão para fazer o trabalho no campo. Algumas pessoas ainda fazem isso, mas a UBS seguiu em frente. O método antigo levaria décadas para traduzir a Bíblia. Agora há um guia que estipula em quanto tempo se traduz um essa Escritura: quatro anos para um Novo Testamento, sete anos para o Antigo Testamento, mas algumas línguas e situações são mais difíceis do que outras”.

Às vezes, a chave para ir mais rápido é tão simples como uma bicicleta para um tradutor local ou melhorar a conexão com a internet, então um tradutor pode usar o sofisticado software desenvolvido em conjunto pela UBS e a Wycliffe.

À medida que mais idiomas se traduziram, surgiram alguns casos muito especiais. Existem mais de 400 idiomas de sinais no mundo com 22 projetos em andamento.

Matéria disponível em Folha Gospel

Com informações do Guiame