Aplicativo é nova arma contra desperdício de água em Ribeirão Preto

A CIDADE

Com um aplicativo, um grupo de estudantes assumiu a responsabilidade de auxiliar no combate a um dos problemas mais discutidos atualmente em Ribeirão Preto: o desperdício e melhor gestão no uso da água.

O HidroRibeirão, desenvolvido por Flávio Pinheiro Martins, aluno da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto, Cynthia Melo, da Universidade Estácio de Sá, Gabriel Victor Soares Alves, da Faculdade Reges de Ribeirão Preto, Lara Medeiros Gonçalves, do Centro Universitário Moura Lacerda, e Thiago Garcia formado pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), foi criado durante uma maratona de 30 horas em que os competidores discutiram, pensaram e desenvolveram ideias inovadoras para a melhoria da gestão pública.

“Quando você se inscreve, recebe um briefing dos problemas de Ribeirão Preto. Comecei a pesquisar artigos de vazamento de água e rede e no dia cheguei com essa e outras duas ideias no HackRibeirão. Com o auxílio dos professores, as outras ideias foram excluídas e essa, refinada”.

Com um dos prêmios do HackRibeirão sendo uma incubação do projeto, o HidroRibeirão aos poucos ganha forma, com a previsão de estar online para o público no primeiro semestre de 2018.

Utilidade

Segundo Flávio, quando o munícipe identificar um vazamento, ele poderá tirar uma foto e enviar, pelo aplicativo, as informações para o Daerp (Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto). “Em tese, você pode inserir as informações e o GPS já orienta os funcionários pela localização. E também terá um algoritmo, que o órgão dá a razão, para determinar quais vazamentos são prioridade”, afirma.

E com esses serviços, não apenas os moradores, mas a cidade também é beneficiada: um mapeamento da rede fluvial. “Mais de metade da rede do Daerp não é mapeada. Também podemos criar, com o app, um histórico dos vazamentos”.

Durante o estudo de Flávio para o HackRibeirão, o estudante descobriu que uma das principais causas de rompimento de rede são as alterações da pressão da água, já que “como o Aquífero Guarani não tem profundidade igual em toda a cidade, existem locais que sai com maior ou menor pressão”. Portanto, Flávio espera que, com as informações colhidas pelo aplicativo, o governo pode cruzar os dados com o que já é conhecido e assim ter maior explicação dos problemas.

Outra funcionalidade do HidroRibeirão será a autoleitura de hidrômetros. Com apenas uma foto, o usuário conseguirá obter informações sobre o consumo de sua casa, em tempo real, e encaminhá-las diretamente à autarquia.

Matéria disponível no Jornal A Cidade

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