Por que adultos e crianças estão mais intolerantes ao glúten?

G1

Quem não aprecia um pãozinho quentinho e crocante no café da manhã?

Ou um prato de macarrão na hora da fome? Pois é! Quase todo mundo gosta, não é mesmo? De fato, estes alimentos fazem parte do cardápio de crianças e adultos já há alguns séculos.

Nos últimos anos, porém, pesquisas apontam que é cada vez maior o número de adultos e crianças que têm necessidade de suprimir o pão, o macarrão e outros alimentos derivados do trigo, principalmente, além do centeio, da aveia e da cevada. Entram nesta lista, por exemplo, as pizzas e alguns produtos processados como sopas, molhos, hambúrgueres, bolos, biscoitos e doces. Tudo isso por que estes alimentos contêm uma proteína que é motivo de muitos estudos neste início de século XXI: o glúten.

Mas… afinal de contas, o que é o glúten? E por que só agora ele está virando “vilão” para muitas pessoas?

O glúten é uma proteína complexa que pode causar uma reação importante no intestino conhecida como Doença Celíaca. As primeiras manifestações clínicas desta doença ocorrem nas crianças, entre 2 e 5 anos de idade. O glúten provoca o aparecimento de anticorpos que “atacam” e provocam uma importante lesão na mucosa intestinal. Isto resulta em uma “atrofia” da mucosa, que dificulta – ou impede – a absorção de alimentos essenciais para o crescimento e desenvolvimento. A barriga fica grande, como se fosse “inchada”, cheia de gases, surge uma diarreia crônica, mal-estar, fadiga, desânimo e anemia. Com a retirada do glúten da alimentação, este quadro reverte integralmente, e as crianças voltam a ganhar peso e a crescer. Só que não podem, em nenhuma hipótese, voltar a ingerir a proteína. Esta é a forma mais clássica de sensibilidade ao glúten, e esta doença é conhecida há mais de 100 anos.

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Consumir água antes das refeições ajuda a emagrecer

FOLHA GOSPEL

   Parece que o velho truque de beber dois copos de água antes das refeições realmente é eficaz para quem está brigando com os ponteiros da balança. Um estudo da Universidade Virgínia Tech, nos Estados Unidos, mostrou que as pessoas que ingeriram o líquido antes de comer perderam em média sete quilos e meio, enquanto que as outras eliminaram apenas cinco quilos e meio.

   A pesquisa sugere que a água ajudaria a reduzir as calorias ingeridas por preencher o estômago ou fazer que a pessoa evite bebidas açucaradas durante as refeições.

Fonte: Corpo a Corpo – UOL

Matéria extraída de Folha Gospel

Comer 7 em vez de 5 porções de frutas e vegetais por dia reduz risco de morte

FOLHA GOSPEL

Comer sete ou mais porções de frutas, verduras e legumes por dia é mais saudável do que as cinco recomendadas pelos médicos e prolongaria a expectativa de vida, revela uma nova pesquisa.

Cada porção contém cerca de 80 gramas, equivalente a uma fruta grande ou um punhado de frutas ou verduras e legumes pequenos.

O estudo, feito com cerca de 65 mil homens e mulheres, sugere que quanto mais alimentos desse tipo as pessoas ingerirem, menos chances têm de morrer – em qualquer idade.

Entre os benefícios comprovados, está a redução do risco de câncer e de doenças cardíacas.

Os cientistas, da Universidade College de Londres, analisaram dados do National Health Survey entre 2001 e 2008, uma espécie de Censo da Saúde do Reino Unido, que coleta informações sobre a saúde dos britânicos por meio de questionários e visitas médicas, além da análise da dieta alimentar e do estilo de vida dos pacientes.

Além disso, os estudiosos avaliaram a mortalidade geral, além das mortes causadas por câncer, doenças cardíacas e derrame.

Eles descobriram que o risco de morte precoce provocada por qualquer uma dessas doenças caiu, ao passo que a ingestão de frutas e vegetais aumentou.

Ao longo da pesquisa, os cientistas descobriram que o risco de morte foi reduzido em:


14% se o indivíduo ingerir entre uma e três porções de frutas, verduras e legumes por dia 29% entre três e cinco 36% entre cinco e sete 42% para sete ou mais A pesquisa também constatou que vegetais frescos possuem um potencial maior de proteção, seguidos pelas saladas e depois pelas frutas.

Já o suco de frutas não oferece benefícios, enquanto que frutas enlatadas aumentam o risco de morte – possivelmente porque elas são armazenadas em uma calda de açúcar, dizem os pesquisadores.

Segundo Oyinlola Oyebode, responsável pela pesquisa, os benefícios para a saúde crescem à medida que mais porções de vegetais e frutas são ingeridas por dia.

Ela lembrou, no entanto, que mesmo pequenas frações são “melhor do que nada”.

A proteção que frutas e vegetais conferem ao organismo contra doenças está ligada a presença de antioxidantes, que curam os danos às células, acrescentou Oyebode.

Oyebode também afirmou que esses tipos de alimentos contêm micronutrientes e fibra, que são benéficos para a saúde.

Matéria completa extraída de Folha Gospel

Cérebro de idosos é mais lento por excesso de informação, diz pesquisa

FOLHA GOSPEL

   Uma nova pesquisa baseada em testes de computador sugere que o cérebro dos idosos é mais lento por causa do excesso de informação acumulado ao longo dos anos.

O estudo contradiz a opinião de parte da comunidade médica para quem as conexões cerebrais são prejudicadas com o avanço da idade. A pesquisa foi publicada na revista científica “Journal of Topics in Cognitive Science”.

Para os cientistas, o cérebro dos mais velhos funciona como se fosse um “disco rígido de computador” que, repleto de dados, demora mais tempo para acessar suas informações.

Segundo eles, essa lentidão não está associada a um declínio do processo cognitivo.

“O cérebro humano funciona mais devagar com a idade”, afirmou Michael Ramscar, responsável pelo estudo, “mas somente porque nós acumulamos mais informação com o passar do tempo”. “Os cérebros das pessoas mais velhas não ficam mais fracos. Pelo contrário, eles simplesmente sabem mais”, acrescentou.

Testes de computador

Para comprovar a tese, a equipe liderada por Ramscar, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, programou um computador para ler uma certa quantidade de dados por dia, bem como aprender novas palavras e comandos.

Quando os pesquisadores instruíram o computador a “processar” uma grande quantidade de dados, sua performance nos testes cognitivos se assemelhou a de um adulto. Mas à medida que o computador foi exposto a novas palavras e comandos, sua performance se assemelhou a de um homem mais velho.

Os cientistas concluíram, então, que a maior lentidão da máquina não estava associada a uma eventual redução de sua capacidade de processamento. Na verdade, a “experiência” acumulada – ou seja, a necessidade de aprender novos comandos e ler novas palavras – acabou por ampliar o banco de dados do computador, o que lhe obrigou a processar mais dados, o que, consequentemente, demandava mais tempo.

“Imagine alguém que saiba as datas de aniversário de duas pessoas diferentes e consiga lembrar-se delas de maneira quase perfeita.”

“Você realmente diria que essa pessoa (que se lembra do aniversário de duas pessoas) tem memória melhor do que outra que sabe o aniversário de 2 mil pessoas, mas só consegue dizer a data certa uma vez a cada dez tentativas?”, questionou Ramscar.

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Estudo demonstra pela primeira vez que beber água emagrece

FOLHA GOSPEL

     Uma equipe de cientistas alemães demonstrou pela primeira vez que, como assegura a tradição popular, beber água emagrece.

     Uma pesquisa clínica da universidade Charité de Berlim publicada nesta quinta-feira (29) na revista American Journal of Clinical Nutrition assegura que a ingestão de água reforça os efeitos de uma dieta de emagrecimento.

“Apesar de nas dietas normalmente ser recomendado beber muita água, até agora não havia nenhuma recomendação com base científica”, disse o responsável da equipe de pesquisa, Rebecca Muckelbauer.

A partir da análise de cerca de 5.000 referências de diferentes bancos de dados de artigos científicos, os especialistas puderam comprovar que beber água efetivamente acelera os processos de emagrecimento quando se está fazendo uma dieta.

O estudo destaca a conclusão de uma série de dados sobre o sucesso de uma dieta em um grupo de idosos que aumentaram seu consumo médio de água.

As pessoas estudadas que aumentaram em um litro ao dia seu consumo de água emagreceram entre um e dois quilogramas a mais que o grupo de controle, que manteve sem alteração a quantidade de líquido que bebia.

O efeito de emagrecimento da água em combinação com uma dieta pode acontecer, segundo os cientistas, à simples sensação física de saciedade com a ingestão do líquido e à aceleração do metabolismo.

Fonte: UOL

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Má noite de sono aumenta preferência por alimentos calóricos

     FOLHA GOSPEL

     O desejo por alimentos calóricos, como as junk food, está relacionado a uma má noite de sono, de acordo com um novo estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos.

     Os pesquisadores verificaram que, após uma noite sem dormir, os participantes estavam mais propensos a comer uma pizza do que grãos integrais e vegetais.

     Para chegar ao resultado, os pesquisadores usaram uma ressonância magnética funcional para examinar o cérebro de 23 adultos saudáveis. O primeiro exame foi feito depois de uma noite de sono normal e o outro foi posterior a uma noite sem dormir. Eles descobriram que a privação do sono prejudicava o lobo frontal do cérebro, que regula as tomadas de decisão. Além disso, os pesquisadores identificaram que os participantes optaram por alimentos calóricos e gordurosos quando tinham uma noite privada de sono.

     “O que nós descobrimos é que as regiões cerebrais responsáveis pela tomada de decisões ficavam prejudicadas pela falta de sono, enquanto estruturas cerebrais mais primitivas que controlam a motivação e o desejo são amplificadas”, afirma Matthew Walker, autor do estudo e professor de psicologia e neurociência da Universidade de Berkeley.

    Além disso, acrescentou, “os alimentos de alto teor calórico também se tornaram significativamente mais atrativos quando os participantes eram privados de sono. Esta combinação de alteração da atividade cerebral e de tomada de decisão pode ajudar a explicar por que as pessoas que dormem menos tendem a estar acima do peso ou obesas.”

     Estudos anteriores já haviam relacionado a falta de sono à preferência por junk food, mas as últimas descobertas fornecem, pela primeira vez, um mecanismo cerebral específico que explica porque escolhas alimentares mudam para pior depois de uma noite sem dormir.

     “Estes resultados mostram como o cérebro é prejudicado pela privação do sono, levando à seleção de alimentos pouco saudáveis e, em última análise, às taxas mais elevadas de obesidade”, disse Stephanie Greer, outra autora da pesquisa.

   Nesse novo estudo, publicado na revista Nature Communications, os pesquisadores também mediram a atividade cerebral dos participantes enquanto observavam uma série de 80 fotos de alimentos, que variavam entre comidas saudáveis e calóricas. Eles avaliaram o desejo dos participantes por cada um dos alimentos e, como incentivo, davam os pratos que eles mais desejavam depois do exame de ressonância magnética.

     Para Walker os resultados do estudo indicam que “dormir o suficiente é um fator que pode ajudar a promover o controle de peso – por não afetar que os mecanismos do cérebro responsáveis pelas escolhas alimentares erradas.”

Fonte: UOL

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Preenchendo o vazio emocional com comida

UOL

     Muitas vezes, procuramos consolo na comida para preencher o vazio emocional ou controlar o mundo externo quando sentimos que ele foge ao nosso controle. No caminho, ganha-se ou perde-se peso, a imagem corporal se altera e você começa a se questionar se tem um corpo atraente ou não. Mas…  atraente para quem? Inspiramo-nos em padrões culturais que ditam a aparência, e na tentativa de se sentirem aceitas, muitas mulheres caem na armadilha de uma necessidade ilusória: a da magreza extrema. Adotar dietas e regimes radicais é uma tentativa de controlar o mundo e o próprio corpo, um sentimento que acaba gerando distúrbios alimentares.

     Os distúrbios alimentares são condições complexas, que surgem de uma combinação de comportamentos recorrentes ao longo do tempo, como dietas radicais e a necessidade de controlar o que se come, bem como fatores biológicos, emocionais, psicológicos, interpessoais e sociais. Tais distúrbios são manifestações extremas da preocupação excessiva com o peso e os alimentos, entre os quais se incluem a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar. São problemas emocionais muito sérios, que atingem tanto mulheres como homens, cujo tratamento deve ser realizado por especialistas.

     A maioria das pessoas desconta suas frustrações emocionais na comida, sem chegar a desenvolver um distúrbio alimentar. O que fazer para mudar hábitos prejudiciais ligados à comida? Apesar de parecer mais fácil se distrair com um chocolate, uma torta ou um bom hambúrguer, o mais importante é refletir profundamente sobre o que  está acontecendo e sentir essas emoções que, de alguma forma, assustam e angustiam. Arrisque-se a ser você mesma e a desenvolver todo o seu potencial. Para não comer, lembre-se da importância de identificar e validar a importância de suas emoções. Fale sobre elas com um amigo ou parente, faça alguma atividade que aumente sua concentração, conserve a calma e tome a decisão de não comer para abafar o que está sentindo.

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Alimentação correta ajuda no combate à ansiedade, dizem especialistas

FOLHA GOSPEL

     Embora a ansiedade não seja considerada pelos especialistas uma doença e sim uma reação normal do organismo – quando passa a prejudicar o cotidiano das pessoas é necessário procurar a ajuda de um profissional. De acordo com o psicólogo do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba José Roberto Palcoski, a ansiedade pode ter alguns níveis e estar relacionada a algum fator ou não. “Todos nós temos ansiedade, e é normal e bom, pois ela nos move para concretização de nossos objetivos de vida, contudo, se torna um problema quando começa a atrapalhar nossa rotina e nossas relações”, destaca. Alguns sinais podem ser percebidos no dia a dia, entre eles: sensação de aflição, agonia, impaciência e inquietação.

Existem diversos tratamentos psicoterápicos para a ansiedade, medicamentosos ou relacionados a alguma psicoterapia. “Para cada nível de ansiedade há uma forma diferente de realizar o tratamento – desde o trabalho frente ao pensamento que cerca a situação ansiogênica, até a combinação de medicações e psicoterapia”, explica o psicólogo.

Entre os tratamentos estão psicologia analítica, psicanálise, cognitiva comportamental, com técnicas de relaxamento, hipnose e o apoio social. “Poderíamos dizer que os principais tratamentos seriam o medicamentoso, orientado por médico psiquiatra em conjunto com psicoterapia individual e ou grupo”, enfatiza. Já o acompanhamento psicológico é importante, pois a ansiedade é um pensamento, uma sensação persistente – sendo o psicólogo o profissional capacitado e treinado para lidar com estas situações. “Desde o mapeamento de sua origem até a cura plena da situação”, explica Palcoski.

Níveis de serotonina

“Grande parte das pessoas que convivia com a ansiedade patológica, após tratamento, passa a retomar suas atividades de forma satisfatória, já que, uma vez diagnosticado o distúrbio precocemente, maiores as chances de se alcançar melhores resultados”, diz Daniela Caetano Gonçalves, nutricionista e professora da Universidade Gama Filho, de São Paulo.

Gonçalves ressalta que, além dos tratamentos convencionais, é importante lembrar que alguns alimentos que apresentam aminoácidos e vitaminas essenciais, que atuam no combate à ansiedade e elevam os níveis de serotonina, são opções que podem trazer bem-estar e relaxamento para aqueles que sofrem desse mal.

“Quem é ansioso deve evitar alguns alimentos ou até mesmo excluí-los, dependendo do nível do problema”, afirma a também nutricionista Eliana Louzada, mestre em educação física e docente em cursos de pós-graduação da Universidade Gama Filho. Ela inclui nesta lista aqueles à base de açúcar como bolos e pudins; achocolatados que contenham açúcar e o próprio, além de sorvetes.

Palcoski diz que é importante ressaltar que muitas vezes a alimentação é uma via de escape para quem possui algum grau de ansiedade, sendo então necessário verificar como esta o relacionamento desta com a sua alimentação. “Se a pessoa usa a alimentação para diminuir sua ansiedade, então, é necessário que se estude o que se está comendo, quando e por qual motivo. Pois, se houver erro ou abuso, será um ‘tiro no pé'”.

Sem evidências

O médico psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Fernando Fernandes, afirma que não há evidências científicas de que podemos controlar a ansiedade por meio da alimentação.

“Fazendo uma busca nos últimos estudos, não encontramos nada relatado. Alguns estudos em animais apontam que a restrição alimentar pode diminuir agudamente a ansiedade. A relação entre ansiedade e alimentação é outra: a ansiedade induz a hábitos alimentares não saudáveis, principalmente pelo aumento da ingestão de carboidratos e alimentos gordurosos”, diz.

Fernandes indica uma alimentação variada e equilibrada – rica em frutas, vegetais folhosos, carboidratos complexos (como feijões e cereais integrais) e proteínas de baixo teor de gordura saturada (carnes magras, leite desnatados etc). “Isso tudo é importante para promoção global da saúde, inclusive mental”.

O psiquiatra dá algumas dicas: “Comer devagar é importante, pois o sentimento de saciedade leva em torno de vinte minutos para se estabelecer. Mastigar bem os alimentos é outra dica: quem mastiga bem, em geral sente-se saciado ingerindo menos calorias. Vale salientar que o tratamento para os transtornos ansiosos deve ser medicamentoso e psicoterápico. Associado a isso, deve haver mudança no estilo de vida tais como alimentação saudável e prática de atividade física e de lazer devem ser incorporadas ao dia-a-dia do paciente”.

Fonte: UOL

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Quilos a mais, mas não obesidade, aumentam a longevidade

VEJA

     Apresentar alguns quilos a mais na balança não necessariamente significa uma saúde pior, indicou um novo trabalho publicado nesta quarta-feira no periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA). Após revisarem quase 100 estudos sobre a relação entre índice de massa corporal (IMC) e mortalidade, pesquisadores americanos concluíram que, de maneira geral, pessoas com sobrepeso (IMC de 25 a 30) vivem mais do que aquelas que têm peso normal (IMC de 18.5 a 25) ou que são obesas (IMC maior do que 30).

     A pesquisa, feita por especialistas do Centro para Controle e Prevenção de Doenças, o CDC, órgão de saúde dos Estados Unidos, cruzou os dados de 97 estudos que, ao todo, envolveram 2,8 milhões de indivíduos de diversas regiões do mundo. Segundo os resultados, pessoas com sobrepeso apresentaram um risco 6% menor de morrer por qualquer causa em comparação com os participantes que tinham peso normal. Essas chances, por outro lado, são 18% maiores entre indivíduos obesos, independentemente do grau do problema.

     Porém, quando os autores olharam apenas para as pessoas com obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35), eles não observaram um risco maior de morte em comparação com aquelas de peso normal. A maior probabilidade de morte foi encontrada entre participantes com obesidade de graus 2 ou 3 (IMC maior do que 35), que apresentaram um risco 29% maior de morrer por qualquer causa em comparação com pessoas de peso normal.

     Para os pesquisadores, esses resultados fornecem novas perspectivas sobre a relação entre peso corporal e fatores de risco para a saúde. No entanto, as conclusões devem ser interpretadas com algumas ressalvas, já que o estudo levou em consideração apenas o IMC dos participantes, e não outras medidas de saúde relacionadas ao peso, como hipertensão e diabetes, por exemplo. “Nós não estamos tentando estipular alguma recomendação, mas sim mostrar que o excesso de peso nem sempre é tão letal quanto imaginamos”, afirmaram os autores.

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Grávidas expostas a ar poluído dão à luz bebês menores

FOLHA GOSPEL

As mulheres grávidas expostas a gases poluentes têm um risco mais elevado de dar à luz uma criança de baixo peso, segundo um amplo estudo internacional publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

Os cientistas constataram que quanto mais alta for a taxa de poluição, mais elevada será a taxa de nascimento de crianças com peso insuficiente.

“São níveis de poluição do ar aos quais estamos todos expostos no mundo”, afirma uma das autoras do relatório, Tracey Woodruff, professora de ginecologia e de ciência da reprodução na Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Um baixo peso no nascimento (menos de 2,5 kg) está vinculado a maiores riscos de doenças e mortalidade pré-natal, assim como a futuros problemas crônicos de saúde, destaca o Payam Dadvand, do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Mental (Creal) em Barcelona, coautor do estudo.

Woodruff destacou que os países que têm normas mais rígidas para limitar a poluição dos carros e das fábricas a carvão registram níveis menores destes poluentes.

“Nos Estados Unidos, demonstramos durante vários anos que os bons resultados para a saúde e o bem-estar público da redução da contaminação do ar são maiores que os custos”, disse.

A pesquisa foi baseada em três milhões de nascimentos em 14 cidades de América do Norte, África do Sul, Europa, Ásia e Austrália, no período das décadas de 1990 e 2000.

As partículas poluentes que se encontram no ar são medidas em microgramas por metro cúbico de ar.

Assim, nos Estados Unidos as normas federais limitam a concentração média anual a 12 microgramas/m3. Já na União Europeia, o limite é de 25 microgramas/m3, e em Pequim foram medidos mais de 700 microgramas/m3.

“Estes níveis são insustentáveis para a saúde pública mundial”, destaca Mark Nieuwenhuijsen, do CREAL, outro responsável pelo estudo.

O estudo foi publicado pela revista médica Environmental Health Perspectives.

Fonte: AFP

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