CGADB anuncia vitória de José Wellington Junior

GOSPEL PRIME

Apesar da judicialização das eleições realizadas neste domingo (9), a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) anunciou que o pastor José Wellington Junior é o novo presidente.

Pela internet, seu pai, o atual presidente José Wellington Bezerra da Costa, parabenizou seu sucessor, com a mensagem: “A vitória é do povo de Deus”.

JW Júnior optou também em usar a internet para se manifestar, agradecendo a todos, elogiando seu pai e prometendo “algo novo” para melhorar a denominação e “ser o presidente de todos os pastores”. Disse ainda ter a convicção que Deus o escolheu para ocupar esse cargo.

Ainda que não pudesse divulgar oficialmente a votação, que foi interrompida durante parte do dia, a CGADB anunciou o seguinte resultado:

Pr José Wellington Jr – 14.675
Pr Samuel Câmara – 8.145
Pr Cícero Tardim – 108
Votos brancos – 91

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Mesa Diretora desliga Samuel Câmara da CGADB

FOLHA GOSPEL

     A reunião da Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) decidiu nesta quarta-feira (22), com sete votos a três, desligar o pastor Samuel Câmara de seu quadro de associados.

     O Conselho de Ética e Disciplina da convenção havia solicitado o desligamento sob a acusação de quebra de decoro, alegando que o pastor teria tumultuado a reunião da AGE que aconteceu em 2012 no estado de Alagoas.

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     Além de Samuel Câmara (foto), os pastores Sóstenes Apolos, Jônatas Câmara e Ivan Bastos também estavam para ser julgados, porém os dois primeiros não compareceram na reunião por motivos médicos e Bastos, que agora é o 1º Tesoureiro da Mesa, só poderá ser julgado em uma Assembleia Geral Ordinária.

     Ao comentar a decisão em sua página no Facebook, o pastor Samuel Câmara afirmou que se trata de uma perseguição política e que irá recorrer.

     O julgamento dos pastores estava marcado para o mês de janeiro, mas uma liminar da Justiça impediu que ele acontecesse antes das eleições da CGADB, que aconteceu em 11 de abril durante a AGO de Brasília.

     Leia o comentário de Samuel Câmara sobre seu desligamento

Ao arrepio do Estatuto e do Regimento Interno, que não prevê esse tipo de sanção para a acusação de quebra de decoro alegada contra mim e os demais pastores já mencionados, a Mesa Diretora acaba de deliberar pelo meu desligamento da CGADB por sete votos a três. Votaram contra a decisão os pastores Antonio Dionísio, Jonas Francisco de Paula e Ivan Bastos.

Os processos contra o pastor Sóstenes Apolos e Jônatas Câmara foram temporariamente suspensos porque ambos justificaram a sua ausência por razões de ordem médica. Já o pastor Ivan Bastos só pode ser julgado, neste caso, pela AGO por pertencer à Mesa Diretora da CGADB. 

Infelizmente optaram, mais uma vez, por cometer uma arbitrariedade. Rito sumário como nas piores ditaduras. Fica caracterizada a perseguição política e a determinação de tirar do caminho e atropelar qualquer um que levante a sua voz contra os desmandos da administração que há 25 anos comanda a CGADB.

Diante desta atitude arbitrária, repito o nosso lema: “Porque Deus não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor e de moderação”, 1 Timóteo 1.7. 

Vamos recorrer da decisão, com tranquilidade. Eles buscam promover mais uma cisão. Nós buscamos a unidade assembleiana. Insistimos que nos cubram com as suas orações.

Fonte: Gospel Prime

Matéria disponível em Folha Gospel

Apuração CGADB 2013

     Após o término da 40º Assembleia Geral Ordinária  da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, são divulgados os resultados dos nomes dos pastores eleitos para a diretoria da entidade.

     Os dados foram extraídos do blog Fronteira Final.

     Os nomes em negritos são os eleitos.

     Confira:

Presidente:
1) JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA (SP) – 9.003
2) SAMUEL CÂMARA (PA) – 7.407

1º Vice-presidente (Região Sul)
1) UBIRATAN BATISTA JOB (RS) – 8077
2) IVAL TEODORO DA SILVA (PR) – 7558

2º Vice-presidente (Região Centro-Oeste)
1) SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA (MT) – 7916
2) SÓSTENES APOLOS DA SILVA (DF) – 7505

3º Vice-Presidente (Região Norte)
1) GILBERTO MARQUES DE SOUZA (PA) – 6.995
2) JONATAS CÂMARA (AM) – 6.860
3) LEONARDO LUZ – 1.602

4º Vice-presidente (Região Nordeste)
1) JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS (AL) – 7.967
2) PEDRO ALDI DAMASCENO (MA) – 7385

5º Vice-presidente (Região Sudeste)
1) TEMOTEO RAMOS DE OLIVEIRA (RJ) – 8252
2) ELYEO PEREIRA (RJ) – 6.897

1º Secretário (Região Sul):
1) PERCI FONTOURA – 7.624
2) NILTON DOS SANTOS – 7.459

2º Secretário (Região Centro-Oeste)
1) ANTONIO DIONIZIO DA SILVA – 8.122
2) LUCAS ARAÚJO DE SOUZA – 6.999

3º Secretário (Região Norte)
1) PEDRO ABREU DE LIMA – 7.523
2) OTON MIRANDA DE ALENCAR – 7.222

4º Secretário (Região Nordeste)
1) ROBERTO JOSÉ DOS SANTOS – 7.405
2) MANOEL MONTEIRO – 7.224

5º Secretário (Região Sudeste)
1) JONAS FRANCISCO DE PAULA – 6.883
2) ISAIAS LEMOS COIMBRA – 6.054
3) NILSON ALVES – 1.254

1º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) IVAN PEREIRA BASTOS – 7236
1) JOSIAS DE ALMEIDA SILVA – 7002
3) REGINALDO CARDOSO DOS SANTOS – 1492

2º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) ALVARO ALEN SANCHES – 7.868
2) NEHEMIAS GASPAR DE ARAÚJO – 7.674

Conselho Fiscal:

1ª Região (Região Sul):
1) JERÔNIMO DOS SANTOS – 8.202
2) JOSÉ POLINI – 7.243

2ª Região (Centro-Oeste):
1) GEOVANI NERES LEANDRO DA CRUZ – 7.977
2) RINALDO ALVES DOS SANTOS – 7.265

3ª Região (Norte):
1) JEDIEL LIMA – 7.161
2) JOEL HOLDER – 4.994
3) ISAMAR PESSOA RAMALHO – 2.595

4ª Região (Região Nordeste):
1) ANTONIO JOSÉ DIAS RIBEIRO – 7.935
2) ISRAEL ALVES FERREIRA – 7.232

5ª Região (Região Sudeste):
1) LUIZ CEZAR MARIANO SILVA – 6.278
2) EDSON EUGÊNIO VICENTE – 6.163
3) SAMUEL RODRIGUES – 1.986

Matéria disponível em: Fronteira Final

Pastores questionam prestação de contas da CPAD

Folha Gospel

Um pastor pediu explicações sobre o salário de R$40 mil que a esposa de Ronaldo Rodrigues de Souza (diretor-executivo da CPAD) recebe mensalmente.

O pastor Antônio Mesquita, do blog Fronteira Final, escreveu que durante a plenária da quarta-feira (10) na Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) foi levantado um questionamento a respeito das contas da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

O pastor Zildo José dos Santos (Comaderj) foi quem pediu detalhes sobre o salário de R$40 mil que Carla Ribas, esposa de Ronaldo Rodrigues de Souza (diretor-executivo da CPAD) recebe mensalmente. Ela também é a apresentadora do Programa Movimento Pentecostal.

A explicação dada por um dos conselheiros da editora diz que na verdade Carla Ribas não tem vínculo empregatício com a CPAD, mas presta serviços terceirizados por meio da Ribas & Ribas, da qual é sócia-proprietária.

Pelo que conta o pastor Antônio Mesquita, as explicações não foram suficientes para que os pastores pudessem entender porque ela recebe salários mais altos que presidentes de empresas multinacionais.

Prestação de contas da CPAD

No blog Fronteira Final encontramos alguns valores referentes à prestação de contas da Casa. No relatório financeiro consta que em 2011 e 2012 foram gastos R$5,3 milhões com despesas administrativas, o que inclui gastos com manutenção, aluguel, viagens, hospedagens e conferências dos diretores da CPAD.

Com o Fundo Convencional foram gastos R$4,2 milhões no mesmo período, esse fundo serve para as manutenções das atividades da CGADB.

Em compensação o investimento em missões foi de R$294 mil, repassados para a Escola de Missões das Assembleias de Deus (Emad).

Fonte: Gospel Prime

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Pastor é reeleito para continuar à frente de Assembleia de Deus

Folha de S. Paulo

     O pastor José Wellington, 78, confirmou o favoritismo e foi reeleito nesta quinta (11) presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país.

     Ele recebeu 9.003 votos contra 7.407 de seu adversário, Samuel Câmara, 56, de Belém (PA), que tentava pela terceira vez derrotar Wellington, há 25 anos no cargo e líder da Assembleia de Deus em São Paulo.

Adriano Vizoni-15.nov.11/Folhapress
Pastor José Wellington, líder da Assembleia de Deus
Pastor José Wellington, líder da Assembleia de Deus

     Dos cerca de 24 mil pastores que estavam credenciados para votar, apenas 17.075 de fato participaram da eleição, a maior da história da Convenção.

     Wellington ficará os próximos quatro anos à frente da entidade, ocupando um papel central no funcionamento da denominação –que, se contados seus diferentes ramos, tem 12,3 milhões de fiéis no país, segundo o Censo de 2010.

     Diferentemente do que ocorre em outras igrejas pentecostais, a Assembleia de Deus tem um funcionamento descentralizado e a influência do presidente da Convenção sobre a maior parte dos fiéis é indireta.

     Ele tem, no entanto. ascendência sobre os pastores e, devido ao cargo que ocupa, um canal privilegiado de diálogo com políticos de diferentes esferas.

FELICIANO

     Marco Feliciano (PSC-SP), o pastor da Assembleia e deputado que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, esteve no local onde ocorreu a votação durante o final da manhã.

     Pressionado para deixar a comissão devido às declarações compreendidas como racistas e homofóbicas, ele foi tratado como celebridade pelos colegas, que o cercaram para tirar fotos.

     Ele já recebera da entidade uma moção de apoio –o encontro que culminou na eleição de hoje foi precedido de três dias de plenárias e cultos.

Matéria disponível em Folha de S. Paulo

Assembleia de Deus tem disputa ‘entre gerações’ nesta quinta

Folha de S. Paulo

     Maior denominação evangélica do país, a Assembleia de Deus realiza hoje em Brasília uma megaeleição para escolher a cúpula de sua principal entidade.

     Participarão aproximadamente 24 mil dos mais de 50 mil pastores da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, a mais tradicional da igreja –fundada em Belém em 1910.

     É o maior pleito de sua história, antecedido por três dias de plenárias e cultos lotados realizados num centro de eventos da capital.

    Foram necessárias 20 mil cadeiras para comportar o oceano de homens vestidos de terno com suas indefectíveis bíblias. Diante do esgotado sistema hoteleiro de Brasília, boa parte deles acampou em torno do local.

     A despeito da atenção recebida por estar no centro de uma onda de protestos há mais de um mês, Feliciano é considerado “peixe pequeno” na complexa política interna da entidade, comandada pelo aliado José Wellington, 78, da Assembleia em São Paulo, desde 1988.Entre os pastores está Marco Feliciano (PSC-SP), chefe da Catedral do Avivamento, deputado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, acusado de racismo e homofobia.

    Discreto, apoiado pela maior parte dos deputados ligados à denominação e cioso das antigas tradições da Assembleia de Deus, Wellington é tido como favorito para vencer a disputa.

     Seu concorrente, pela terceira vez, é Samuel Câmara, 56, líder de Belém que se apresenta como um reformador da igreja –quer o uso maciço da TV e o fim da reeleição para o cargo de presidente da convenção. Quem for eleito vai chefiar a entidade pelos próximos quatro anos.

     A disputa é acompanhada pelos 12,3 milhões de fiéis de diferentes ramos da Assembleia, que representam quase um terço de todos os evangélicos do Brasil. Desde 2000, esse rebanho cresceu 46%.

   Ser eleito presidente da Convenção Geral não significa, no entanto, influência direta sobre os fiéis. Diferentemente de algumas neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus, que não realizam eleições e são normalmente ligadas a um único líder, a Assembleia tem uma estrutura descentralizada.

     O que está em jogo é a ascendência política e teológica sobre os pastores e o domínio da editora da Convenção, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), dona de um rendimento desconhecido publicamente, mas que se sabe ser vultoso.

    Esses fatores ajudam a explicar a disputa, que tem elementos de um pleito para cargo público: altos gastos com propaganda, acusações mútuas e uma agenda extenuante dos candidatos.

    “É uma guerra”, disse à Folha Câmara, que tem dormido três horas por noite nesta semana e começou a rodar o país há dois meses numa campanha que, segundo seu adversário, custou R$ 12 milhões –o que ele nega.

    Para os candidatos à presidência da convenção, não se trata de dinheiro, mas da busca de um “ideal”. “Esta é uma disputa geracional.”

 Matéria disponível em Folha de S. Paulo

Samuel Câmara faz críticas ao pastor José Wellington como presidente da CGADB

FOLHA GOSPEL

O pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de Belém do Pará, publicou recentemente um pequeno livro no qual fala da história e suas visões de futuro para a CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil).

Intitulado “Construindo o Futuro da CGADB”, o livreto “descreve perspectivas para o futuro e reflexões sobre a história e o presente da CGADB”, segundo informou Samuel Câmara em seu site. O pastor afirma ainda se tratar de um item de leitura obrigatória para todos os pastores da Igreja Assembleia de Deus.

O principal assunto tratado por Câmara no livreto foi a volta da rotatividade para o presidente da CGABD. Ele afirma que devem ser alteradas as regras referentes à permanência de membros da mesa diretora em seus cargos, de maneira a devolver “à CGADB a esperança, a vitalidade, a renovação e a integração nacional”.

– Vamos a Brasília votar num presidente para ficar 29 anos ou até se perpetuar na presidência, sem dar oportunidade a outros? Ou… Vamos a Brasília votar num presidente que abre mão de se perpetuar no cargo, devolvendo a oportunidade de renovação e esperança para futuros presidentes da CGADB? – questionou o pastor, criticando diretamente seu adversário político e atual presidente, José Wellington Bezerra da Costa.

As críticas ao pastor José Wellington são acentuadas na publicação, que ressalta, sobretudo, a renúncia do pastor ao cargo em 1989, o que, segundo Câmara, teria sido uma maneira de burlar o estatuto da Convenção e se manter no cargo.

– Pela primeira vez na história da CGADB, um presidente renunciou ao cargo numa manobra para burlar a proibição estatutária que vetava a reeleição. Três meses depois, ele mesmo estava concorrendo à reeleição em São Paulo. Daí, ficou fácil ferir a história, reformar várias vezes o Estatuto para ficar no poder até hoje e ainda estar buscando se reeleger pela 11ª vez – ressaltou Samuel Câmara.

Câmara é candidato à presidência da CGADB na próxima eleição da entidade, e usa o livreto também para criticar as políticas adotadas pela Convenção nos últimos 25 anos, período no qual esteve quase que inteiramente sob a liderança do pastor José Wellington.

– A História nos ensina que a permanência no poder de um único líder por muito tempo destrói a liderança das gerações seguintes. – afirmou Samuel Câmara.

A eleição acontece durante a Assembleia Geral Ordinária da Convenção, nos dias 8 a 12 de abril de 2013, na cidade de Brasília – DF.

Fonte: Gospel+

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Comissão Eleitoral da CGADB protela lista final

Blog Geremias do Couto     

Embora o dia 31 de janeiro fosse o prazo legal para o julgamento de todos os recursos interpostos (cerca de três mil), pressupondo que já no dia seguinte a listagem definitiva dos inscritos para a 41ª AGO da CGADB poderia ser divulgada, parece que essa informação será protelada por mais alguns dias, algo previsível nas atuais circunstâncias. O Edital de Aviso ontem publicado no site da CGADB tem a ver apenas com o registro de candidaturas, já que este era também o prazo legal para a Comissão Eleitoral julgar tais recursos.

(Obs. 01. Até ontem pela manhã (dia 1 fev. 2013) ainda constava o link para esse edital, mas foi, pouco depois, retirado do ar. No entanto, tive o cuidado de “printá-lo”).

(Obs. 02. O link voltou ao ar no site da CGADB. Veja nota explicativa ao final).

     Voltando à questão dos inscritos para a AGO, convém relembrar que tudo começou com a publicação da listagem oficial no dia determinado pela Resolução 01/12, com a abertura de prazo para recursos até o dia 22 de janeiro às 18:00hs. Como é natural, esperava-se que alguns poucos nomes tivessem ficado de fora, dentro da chamada margem de erro. Mas para surpresa geral, como já vimos em postagem anterior, esse número ficou ao redor de três mil, com convenções praticamente inteiras sem constarem os seus inscritos.    O que fez a Comissão Eleitoral através de seu presidente? Ao invés de esperar até o dia 22, prazo final para a interposição de recursos conforme a Resolução, expediu outro Edital de Aviso no dia 19 de janeiro, acompanhado de nova listagem, agora “atualizada”, sob a alegação de que os problemas ocorreram em virtude dos feriados de fim de ano e da liquidação dos retornos bancários ter sido finalizada junto à tesouraria da CGADB apenas no dia 11 de janeiro. No mesmo documento abriu novo prazo para recurso até o dia 29 de janeiro às 18:00hs, desconsiderando o prazo previsto na Resolução, bem como a lista anterior, que passou a servir apenas para simples conferência. É óbvio que, a meu ver, errou feio a Comissão e complicou ainda mais o imbróglio.   Sabe-se que os seus membros estiveram reunidos nos últimos dias, mas não chegaram ainda a nenhuma conclusão sobre a finalização da lista até por discordância de metodologia. Algumas razões para isto: nomes que estariam na listagem anterior teriam desaparecido da listagem atualizada, ao lado da possibilidade de que outros tenham sido incluídos só com o pagamento das anuidades, sem as respectivas inscrições. Os recursos, por sua vez, também não teriam sido analisados de per si e a Comissão Eleitoral, por outro lado, não estaria dispondo das informações técnicas para uma análise imparcial. Ou seja, reuniram-se, mas não tinham as ferramentas para atuar. O que fazer?

    Segundo uma fonte, o presidente teria então encerrado os trabalhos na quarta-feira, dia 30, por volta das 18:00hs, e convocado nova reunião para este fim de semana – sábado, domingo e segunda – com a presença do analista de sistema, conhecido como pastor Coutinho, o qual teria sido o responsável por coordenar essa área – acompanhado de outro profissional recém-contratado – para que possam, então, dar as devidas explicações, se é que elas existem. Em outras palavras, num momento em que o sistema bancário consegue conciliar o pagamento de jogos lotéricos online até as 18:00hs do mesmo dia da realização do sorteio, é impensável admitir que o banco tenha falhado numa quantidade proporcionalmente tão irrisória de pagamentos de boletos. A verdade é que o angu está cada vez mais empelotado.

    Como jornalista investigativo, procurei apurar quem é o pastor Coutinho. Não consegui encontrar nenhuma fonte segura que me passasse as informações necessárias. Mas descobri que o site da Assembleia de Deus do Belenzinho, SP, foi idealizado pelo evangelista Antonio Carlos Coutinho Pereira (veja aqui), que parece ser o seu administrador na área de tecnologia. Não sei se são a mesma pessoa. Se forem, acredito que tenha sido outro erro pôr nas mãos de alguém ministerialmente ligado a um dos lados da disputa eleitoral a responsabilidade de administrar uma área crucial para a lisura do processo eleitoral. O certo seria contratar uma empresa neutra, competente, com histórico de excelência na área, e a concordância de ambos os lados. Fora isso, como se diz no jargão popular, “estão dando milho a bode”.

    A essa altura, a Comissão Eleitoral já estaria outra vez reunida. Se eu estiver correto, não sei quanto tempo demorarão para fechar todos os pontos. Mas, repito, o jabuti continua na árvore, só não se sabe quem o colocou lá!

    

    Nota explicativa:O link voltou ao ar com dois editais de aviso. No primeiro, defere a candidatura do pastor Manoel Monteiro Trindade, que postula a 4ª Secretaria pela região nordeste, indefere a candidatura do pastor Oton Miranda de Alencar à 3ª Secretaria pela região norte e remete ao plenário da 41ª AGO o recurso interposto contra a decisão da Comissão Eleitoral que indeferiu o pedido de reconsideração do registro da candidatura do pastor Oséias de Moura ao cargo de 3° Tesoureiro pela região sudeste.Explica-se esta decisão: o indeferimento se deu em virtude de os efeitos da AGE de Maceió, que aprovou a criação do cargo, estarem suspensos por liminar. Em outras palavras, enquanto o instrumento jurídico for mantido, o cargo de 3° Tesoureiro inexiste, razão pela qual a Comissão Eleitoral, à luz do Regimento Interno, remeteu o novo recurso à AGO. Quanto ao indeferimento do pastor Oton Miranda de Alencar, a alegação é que, por pertencer aos quadros da CEADIFF, convenção com sede em Brasília, DF, não estaria qualificado para concorrer ao respectivo cargo pela região norte, mesmo com residência em Macapá, AP.

    No segundo edital, a Comissão Eleitoral defere “sub judice” a candidatura do pastor Oséias Moura, em virtude de medida liminar, nos autos da ação cautelar n° 0003032-5.2012.8.08.0035, impetrada no juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Vila Velha, ES. Como se vê, embora os efeitos da AGE de Maceió estejam suspensos por liminar, o pastor Oséias de Moura valeu-se do mesmo instrumento para manter a postulação. Esse é o ambiente em que estamos.
    Matéria disponível no Blog Geremias do Couto

Listagem definitiva para a AGO ainda não saiu

Geremias do Couto

     Já se passaram três dias úteis, desde o dia 31 de janeiro, data em que deveriam estar julgados os recursos interpostos pelos cerca de três mil ministros, que não tiveram os seus nomes na listagem oficial, e a listagem definitiva com todos os inscritos para a 41ª AGO da CGADB ainda não foi divulgada pela Comissão Eleitoral. Segundo apurei, não foi por falta de reunião, pois os seus membros estiveram reunidos por longas horas nos dias 29 e 30 de janeiro e neste fim de semana, tempo suficiente para que todas as irregularidades fossem sanadas.

     Consta que o nó estaria na equação que não bate, ou seja, haveria, de um lado, gente de menos e, de outro, gente demais. Outra dificuldade é que não estaria havendo disposição para se abrir o extrato bancário aos membros da Comissão Eleitoral, o que, por si só, dificulta julgar os casos, já que esta é a única ferramenta que permitiria  verificar se a conciliação dos boletos pagos com os nomes dos ministros inscritos estaria correta à luz das normas estatutárias, regimentais e da Resolução 01/12.
     Fico a me perguntar os motivos pelos quais esta decisão não estaria sendo tomada, já que em nenhum momento fere o sigilo bancário, posto que a Comissão Eleitoral está legalmente amparada para cumprir este papel, o qual só poderia ser levado a efeito, se ela dispusesse de todas ferramentas, inclusive as informações do próprio banco. Uma simples medida que resolveria todo o imbróglio mediante simples conferência, como, por exemplo:
     1. Ministros com pagamentos de anuidades e da inscrição até o dia 28 de dezembro, no horário bancário, conforme a Resolução, estão com a inscrição assegurada.
     2. Ministros que só pagaram as anuidades, mesmo dentro do prazo, mas deixaram de pagar a inscrição estão prejudicados.
   3. Ministros que pagaram a inscrição, mesmo dentro do prazo, mas deixaram de pagar as anuidades, estão, de igual modo, prejudicados.
    4. Ministros que, porventura, tenham feito os seus pagamentos depois do prazo, caso o sistema tenha permitido, também não estão contemplados.
    Ninguém quer pôr em dúvida a lisura da Mesa Diretora e da equipe que a assessora, bem como a integridade da Comissão Eleitoral, mas algo que já poderia estar resolvido da forma mais simples possível, como acabei de expor, vai-se tornando essa bola de neve que não sabemos aonde vai parar. Quando se deixa de abrir um documento essencial – o extrato bancário – isso permite toda sorte de conjecturas até porque haveria indícios de irregularidades. Lembremo-nos de que nada mal resolvido fica bem resolvido. Se duvidar, não demorará muito para este imbróglio acabar nas mãos da justiça. Repito o que já disse em postagens anteriores: “O jabuti continua na árvore. Só não se sabe quem o colocou lá!”
Matéria disponível no Blog do Geremias do Couto