Reforma na educação: ensino médio perderá matérias do currículo

VERDADE GOSPEL

O governo divulgou nesta quinta-feira (22) o texto da Medida Provisória que vai reformar o ensino médio no país. As principais mudanças apontadas no texto são o aumento da carga horária mínima anual, que passa das atuais 800 horas para 1.400 horas, e a flexibilização do currículo, com cortes de disciplinas. Os conhecimentos gerais, guiados pela Base Nacional Curricular Comum, deverão ocupar no máximo 1.200 horas de todo o ensino médio. No tempo restante, os alunos poderão seguir diferentes “itinerários formativos”, com ênfase em diferentes áreas do conhecimento.

Turno integral

Uma das principais mudanças é a ampliação progressiva da carga horária anual mínima, que passará das atuais 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias letivos, para 1.400 horas, “observadas as normas do respectivo sistema de ensino e de acordo com as diretrizes, os objetivos, as metas e as estratégias de implementação estabelecidos no Plano Nacional de Educação”.

Para contemplar esta mudança, os colégios terão que obrigatoriamente instituir o turno integral. O texto destaca que a carga horária deverá ser “progressivamente ampliada”, o que dá tempo para que as redes de ensino se adéquem à medida, mas abre espaço para que a implementação seja retardada.

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Câmara derruba PEC 37 e propõe 75% dos royalties para a educação

G1

     Depois da pressão dos protestos pelo Brasil, a Câmara dos Deputados derrubou a PEC 37, a proposta de emenda constitucional que tirava poderes de investigação do Ministério Público.

   E aprovou outro projeto, que aumenta os recursos para educação e saúde. As reivindicações das ruas entraram em votação acelerada no Congresso.

     Os deputados trabalharam até a madrugada, foi um dia de muita movimentação no Congresso. Com a pressão nas ruas, vários deputados mudaram de posição e ajudaram a derrubar a chamada PEC 37, que tirava o poder de investigação do Ministério Público.

     Em outra resposta aos protestos, deputados derrubaram também o projeto sobre o uso dos royalties do petróleo. A maioria para a educação, mas decidiram destinar uma parte dos recursos também para a saúde.

     Estudantes, promotores e procuradores lotaram as galerias. E aplaudiram todos os partidos. Porque todos defenderam a rejeição da chamada  PEC 37, que foi derrubada por 430 votos. Comemoração em coro.

     Com o arquivamento da proposta, fica mantido o poder de investigação do Ministério Público, que foi estabelecido na constituição de 1988. A derrubada da PEC 37 vinha sendo um pedido constante nos protestos. “Não há dúvida nenhuma de que esta é uma das respostas às manifestações da população nas ruas. Eu tenho certeza de que se ela fosse votada há 15 dias a maioria da casa lamentavelmente teria aprovado a PEC”, declara o deputado Alexandre Molon (PT-RJ).

   Em seguida, a Câmara aprovou o projeto que determina que 75% dos recursos dos royalties do petróleo da união, estados e municípios sejam destinados à educação. E 25% à saúde. Diferente do projeto original do governo que previa a aplicação de 100% das receitas em educação. “Muitas respostas têm que ser dadas. As ruas têm pressa, o clamor é forte e o parlamento tem que sair da sua tradicional lentidão e inércia para manter o mínimo de credibilidade”, diz o deputado Chico Alencar (PSOL -RJ).

     No Senado também foi dia de respostas. O presidente Renan Calheiros anunciou uma pauta de votações também relacionada aos protestos nas ruas. Ele mesmo apresentou um projeto que prevê passe livre para estudantes matriculados e que tenham frequência comprovada. O dinheiro para financiar a proposta viria dos roylaties do petróleo.

     E também anunciou a votação de outros projetos. Um deles deve ser votado nesta quarta-feira (26). É o que torna corrupção crime hediondo. E há outros na fila. O que estende a vigência da lei da ficha limpa aos servidores públicos e o que pune juízes e membros do Ministério Público condenados por crimes.

     O presidente do Senado está prevendo a votação desses projetos para as próximas duas semanas. Mas chegou a dizer que não haverá recesso parlamentar se a agenda não for cumprida. O recesso está marcado para começar dia 18 de julho.

     Para que o recesso seja suspenso é preciso que haja convocação pela presidente da República, ou pelos presidentes da Câmara e do Senado, com aprovação de maioria absoluta dos parlamentares. O presidente da Câmara acha que não será necessária a convocação.
Quanto ao projeto aprovado na Câmara que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação, o texto ainda precisa passar pelo Senado.

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Proposta em tramitação na Câmara inclui educação financeira no currículo escolar

UOL EDUCAÇÃO

     Um projeto de lei tramita no Congresso Nacional para incluir oficialmente a educação financeira no currículo escolar nos ensinos fundamental e médio. O projeto propõe que o tema integre o currículo de matemática. Especialistas no assunto, no entanto, defendem que a  educação financeira seja trabalhada de forma transversal, incluída em diversas disciplinas. Em tramitação desde 2009, o Projeto de Lei Nº 171/09, apresentado na Câmara dos Deputados, está na Comissão de Educação do Senado e aguarda para entrar na pauta.

     Há também uma iniciativa do governo federal que, em 2010, publicou decreto instituindo a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). A partir da estratégica, foi implantado um projeto piloto em escolas públicas e os resultados foram avaliados de forma positiva em 2011. Um dos desdobramentos da experiência foi a instalação de um grupo de apoio pedagógico que, de acordo com o Ministério da Educação, discute a validação de materiais pedagógicos de educação financeira elaborados para os nove anos do ensino fundamental e também para o ensino médio.

     Na rede privada de ensino, a educação financeira vem ganhando maior espaço porque as instituições tem mais flexibilidade no currículo. Um exemplo de dado sobre a implantação do tema é da consultoria Dsop Educação Financeira, que atende a mais de 500 escolas particulares em todo o país com a capacitação de professores e a distribuição de material didático. A consultoria também atende atualmente a rede municipal de educação de Goiânia,  Franco da Rocha (SP), Vitória, Guarujá (SP) e Barueri (SP), com ações em diferentes estágios de implementação.

     “As escolas privadas têm mais facilidade por não ter rede e há concorrência entre elas, então buscam oferecer atividades variadas. As escolas públicas têm redes muitas vezes extensas. Quando vamos para os estados, eles já têm a predisposição de ter educação financeira, mas nos municípios fica mais fácil, por ser uma rede menos extensa que a estadual e a federal”, explica o educador e consultor da Dsop Reinaldo Domingos.

MAtéria disponível em Uol

Mercado de aulas de reforço pela internet está em crescimento

Há empresas que já têm um milhão de alunos.
Alunos recebem tratamento individual.

Sandra Passarinho – Rio de Janeiro, RJ

Pode parecer uma aula convencional, mas o professor só está presente na tela do computador. Estudar online é uma rotina para Murilo Augusto Baldasso e Souza desde o ano passado, que se prepara para fazer de novo o vestibular e comprou um pacote de aulas para o ano todo.

“Na internet, parece que é um jeito mais rápido, que as coisas estão lá e a matéria é dada de uma maneira mais dinâmica, mais interativa. Está sendo muito importante para mim porque serve como complemento das aulas que eu vejo na escola mesmo”, afirma Murilo, aluno do site Descomplica.

A educação é que sai ganhando quando o ensino em sala de aula e o ensino online se complementam. No momento, o mercado virtual de educação está em alta. Uma empresa criada há pouco tempo já conseguiu uma clientela com cerca de um milhão de alunos.

A página foi criada em 2011 e tem mais de 2 mil vídeo-aulas de temas diferentes disponíveis. Cinthia Gaban percebeu o potencial dessa área quando precisou tirar uma dúvida urgente. Ela e a amiga Érica criaram um site que localiza professores em poucos minutos. As aulas são em tempo real e funcionam em um sistema pré-pago.

“Se ele comprou, vamos supor, 60 minutos em pacotes de aulas, ele pode usar 15 minutos hoje para resolver uma dúvida que ele tem em matemática. Amanhã, ele tem uma dúvida em história, pode conversar com um professor de história. O nosso foco é ser personalizado. É uma aula particular da sua casa. A diferença é que você está na tela do seu computador e você está vendo o professor da tela do computador dele”, afirma Cinthia, criadora do site Professores de Plantão.

Personalizar o serviço também é a estratégia de outro site. O aluno responde a um questionário, baseado no Enem, e recebe um diagnóstico que mostra em quais matérias ele precisa de reforço e como deve estudar. Por enquanto, o sistema só está disponível para escolas públicas e particulares.

No ano passado, 180 mil alunos em todo o país passaram pela avaliação, mas a ideia é tornar o negócio acessível para todos. “É como se você tivesse um professor particular, que entende as suas dificuldades, que entende as suas limitações, que conhece a forma que você aprende melhor, só que em larga escala, podendo atingir um número muito grande de pessoas. É isso que a tecnologia permite”, diz o fundador do site Geekie, Claudio Sassak.

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