Reforma na educação: ensino médio perderá matérias do currículo

VERDADE GOSPEL

O governo divulgou nesta quinta-feira (22) o texto da Medida Provisória que vai reformar o ensino médio no país. As principais mudanças apontadas no texto são o aumento da carga horária mínima anual, que passa das atuais 800 horas para 1.400 horas, e a flexibilização do currículo, com cortes de disciplinas. Os conhecimentos gerais, guiados pela Base Nacional Curricular Comum, deverão ocupar no máximo 1.200 horas de todo o ensino médio. No tempo restante, os alunos poderão seguir diferentes “itinerários formativos”, com ênfase em diferentes áreas do conhecimento.

Turno integral

Uma das principais mudanças é a ampliação progressiva da carga horária anual mínima, que passará das atuais 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias letivos, para 1.400 horas, “observadas as normas do respectivo sistema de ensino e de acordo com as diretrizes, os objetivos, as metas e as estratégias de implementação estabelecidos no Plano Nacional de Educação”.

Para contemplar esta mudança, os colégios terão que obrigatoriamente instituir o turno integral. O texto destaca que a carga horária deverá ser “progressivamente ampliada”, o que dá tempo para que as redes de ensino se adéquem à medida, mas abre espaço para que a implementação seja retardada.

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Inscrições para o Sisu começam nesta segunda-feira (8)

A CIDADE

   As inscrições para a edição de segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam nesta segunda-feira, 8. A plataforma digital do Ministério da Educação (MEC) reúne cerca de 55,7 mil vagas em 72 instituições públicas de ensino superior. O cadastro deve ser feito na página eletrônica do Sisu.

   Há cadeiras disponíveis em todos os Estados, com exceção do Amazonas e de Mato Grosso. O prazo para cadastro é até às 23h59 de quarta-feira, 10. A consulta de vagas também pode ser feita na página eletrônica do sistema ou por um aplicativo do MEC.

   Para concorrer às vagas, o candidato precisa ter feito a edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Também não pode ter zerado a redação do exame. Na hora da inscrição, o estudante deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. Também deve definir se pretende concorrer às vagas de ampla concorrência ou àquelas reservadas, como determina a Lei de Cotas.

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MEC cria regra para inibir faltas no Enem e aumenta taxa de inscrição

CORREIOS 24 HORAS

O Ministério da Educação (MEC vai criar regras para inibir o alto índice de faltas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, a taxa de inscrição no exame vai praticamente dobrar. As medidas surgem na esteira do reajuste fiscal do governo e do esforço da pasta para diminuir gastos.

As alterações devem ser comunicadas amanhã em Brasília, mas até esta quarta-feira, 13, não havia confirmação oficial sobre as novas regras. A nova taxa de inscrição deve ser de R$ 63. Desde 2004, o ministério cobra R$ 35. Mesmo depois de o exame ser transformado em vestibular para as universidades federais, em 2009, o valor não havia sido alterado.

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MEC divulga nesta terça as notas de cada candidato do Enem 2014

G1

O Ministério da Educação vai liberar nesta terça-feira (13) a consulta individual das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014. O candidato deve acessar sua nota nos sites enem.inep.gov.br ou sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem.O MEC não informou que horas a consulta estará disponível no sistema

Para ver sua nota, o candidato deverá inserir seu número de inscrição do Enem e a senha de acesso ou CPF e senha. Qualquer dúvida o candidato pode ligar para o telefone de auxílio do Enem: 0800 61 61 61.

O Enem foi realizado nos dias 8 e 9 de novembro de 2014. Cada um dos mais de 6,3 milhões de candidatos que fizeram as provas, poderá ver a nota que tirou nas provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática), além da prova de redação.

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Cearense acertou 95% do Enem

FANTÁSTICO

O Enem está cheio de boas histórias. Como essa de Fortaleza: João Victor foi um dos alunos que mais acertou questões no Enem. Quase a prova inteira. E sabe por quê? Por causa da paixão pelos livros.

Suely é a bibliotecária da escola, e todos os dias, várias horas por dia, ela vê o mesmo cara no fundo da biblioteca.

Fantástico: Quantos livros você já leu este ano?
João Victor Claudiano dos Santos: Uns 80, 90.

A obsessão pela leitura começou como uma espécie de defesa. É que ele sofreu muito bullying na escola.

Fantástico: Que tipo de bullying você sofria?
João: Vários. Minha magreza, minha altura, meu cabelo e a minha letra. Eu sempre sofria bullying, desde criança, e eu via no estudo, eu tirar notas boas, uma questão de eu ser superior.

Além de ler muito, João deu sorte de estudar em um colégio público que nos últimos anos passou a preparar os alunos para entrar na faculdade.

O resultado: em 2005, cinco alunos dessa escola foram aprovados na universidade. No ano passado foram 244 aprovados.

“Se você chegava em uma turma de 3º ano e perguntava quem acreditava que ia entrar na universidade, quatro ou cinco levantavam mão. Hoje, praticamente 100% dos estudantes acreditam, sim, que é possível se tornar universitário, mudar a sua vida e mudar a vida de sua família”, diz o professor Monteiro Firmino.

É claro que a implantação das cotas nas universidades para alunos de escolas públicas ajudou esse número a crescer, mas a história do João mostra que isso não é tudo. Ele é aluno do 2º ano. Fez o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, pela primeira vez. Semana passada, quando foi conferir o gabarito da prova, descobriu que tinha acertado 172 das 180 questões: 95%.

Fantástico: Você ficou impressionado com a sua nota no Enem?
João: Não fiquei impressionado. Eu fiquei impressionado com a repercussão disso. Nordestino, é tipo, 170 questões, cearense.

Mas João nunca deixou ninguém limitar seus horizontes. O João vem da escola todo dia a pé. É claro que isso não se apresentou como um grande obstáculo, mas todo mundo sabe que andar muito a pé, todo dia, tem as suas consequências.

João só faltou dois dias de aula este ano, justamente por causa da caminhada.

João: Eu sempre ia para a escola com ele. Teve um dia, com o tempo, que ele furou. Aqui o buraco.
Fantástico: E você parou de ir para escola?
João: Exatamente. Pelo fato de eu não ter nenhum outro calçado.

“Não era justo ele faltar por causa de um calçado. Eu coloquei na minha cabeça que não é por causa de um calçado que meu filho não vai realizar o sonho dele”, diz Ana Maria Claudiano dos Santos, mãe de João.

Ana deu um jeito de comprar um par de sapatos novos. Não foi a primeira vez que a mãe de cinco filhos teve que contornar um imprevisto para que eles pudessem estudar.

“A gente deixava de comprar mistura, carne. A gente comia ovo, mortadela, salsicha. Eu não tenho vergonha de dizer isso, eu não tenho vergonha de dizer que eu abria mão da nossa própria alimentação para investir no estudo dos meus filhos’, afirma.

Ela percebeu que os filhos respondiam ao incentivo. Sinais apareciam pela casa. “Um dia eu acordei e ele estava fazendo café e eu falei: ‘João, minha parede está toda riscada. O que é isso?’. ‘Mãe, a senhora não sabe, isso não é risco. É ciência’”, conta Ana.

Nas paredes da sala, fórmulas de química e física. “Eu não queria apenas ler, eu queria tocar, eu queria escrever, eu queria passar o dedo em cima, essas coisas”, diz João.

E não é que deu certo? “Essa aqui é a foto do meu primeiro jornal que eu comprei na minha vida! Eu tive tanto orgulho do meu filho estampado que eu cortei e coloquei na moldura”, diz Ana.

Ela nunca aprendeu a ler, trabalha desde muito cedo e criou os filhos sozinha. “Valeu a pena. Tudo o que você faz por um filho vale a pena”, diz.

João ainda não sabe se vai entrar na faculdade agora ou se vai cursar o 3º ano, mas duas escolas particulares de Fortaleza já ofereceram bolsas de estudo para ele e para os irmãos.

Agora João, em um feito quase inédito na vida dele, vai poder escolher. “Não me importa se você é classe média, classe alta ou classe baixa. Se mora no Sul, no Sudeste, Norte ou Nordeste. Se você estudou em escola pública ou particular. A vida é um ciclo, e mesmo que aconteçam coisas opostas ao que você quer, se você continuar querendo você vai conseguir”, diz João.

Matéria disponível em Fantástico

Estudantes colocam hino de time de futebol e receita de miojo na redação do Enem

FOLHA DE S. PAULO

     Num universo de 4,1 milhões de redação do Enem 2012, cerca de 300 textos apresentaram algum tipo de “inserção indevida”: trechos aleatórios e citações desconexas com o tema do ano passado –movimento imigratório para o Brasil no século 21.

     A irreverência do aluno, no entanto, não justifica uma nota zero, afirma o Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame.

     Um aluno que usou um trecho de hino do Palmeiras em um dos parágrafos da prova recebeu nota 500, por exemplo. A nota máxima é 1.000 (…).

     A homenagem ao time ocupou parte de um dos quatro parágrafos do texto –os demais, seguiram o tema sugerido. Para o Inep, as palavras e expressões usadas estão “em estilo inadequado” e por isso o aluno foi penalizado.

   “Retirando-se do texto os trechos do hino transcrito pelo participante, ainda restaram ideias e argumentos aproveitáveis ao desenvolvimento do tema”, afirma nota técnica do órgão a qual a Folha teve acesso.

   “A nota final, relativamente baixa, deve-se também aos numerosos erros de adequação da linguagem à escrita padrão”, completa a nota.

RECEITA

     Argumento semelhante foi dado para justificar a pontuação de redação que citou receita de Miojo, como revelou ontem o jornal “O Globo”. A escolha do aluno foi considerada “inoportuna e inadequada” –a pontuação final nesse caso foi 560.

     “Acrescente-se ainda que o texto, em sua totalidade, não fugiu ao tema, e não feriu os direitos humanos. Tampouco cabe dizer que o participante teve a intenção de anular sua redação, uma vez que dissertou sobre o tema e não usou palavras ofensivas”, justificou o MEC.

     Professores de redação, entretanto, ponderam que a nota dada ainda é muito alta. “No mínimo, o aluno não está levando a sério o trabalho de avaliação do Enem, o que já deveria ser motivo de repreensão”, afirma Waldson Muniz, professor de português do ensino médio do colégio Galois, em Brasília.

     “E ele fugiu completamente do assunto. É como se eu estivesse numa entrevista e começasse a falar de futebol. Onde está a sequência do raciocínio?”, questiona.

     Matéria completa disponível em Folha de S. Paulo

MEC disponibiliza a 2ª chamada para bolsas de estudos do Prouni

Resultado já pode ser consultado no site do programa.
Estudantes têm até o dia 19 de fevereiro para apresentar documentos.

Do G1, em São Paulo

 O Ministério da Educação disponibilizou na manhã desta sexta-feira (8) a consulta ao resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni). Para saber se o estudante foi contemplado com uma bolsa de estudo integral ou parcial (50% de desconto nas mensalidades) de uma universidade particular, é necessário acessar o site do Prouni, inserir o número de inscrição e a senha do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e digitar os caracteres que aparecem na tela.
Site do Prouni traz link de acesso à consulta ao resultado da segunda chamada (Foto: Reprodução)Site do Prouni traz link de acesso à consulta ao resultado da segunda chamada (Foto: Reprodução)

MEC disponibiliza redações do Enem online

   INFO EXAME

   Brasília – A partir de hoje (6), os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio 2012 (Enem) terão acesso à correção das redações. O estudante deverá acessar o site do Enem com o CPF ou o número de inscrição e a senha. As correções terão apenas finalidade pedagógica, ou seja, não serão passíveis de recurso.

   Ao todo, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) foram corrigidas 4.113.558 redações, das quais 1,82% estavam em branco e 1,76% obtiveram nota zero. Os candidatos já tiveram acesso às notas, divulgadas no dia 28 de dezembro do ano passado.

   No início do ano, estudantes de todas as regiões do país recorreram à Justiça para conseguir acesso à correção antes do período de inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pelo qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. Casos como o de Thanisa Ferraz de Borba chegaram a ameaçar o cronograma do Sisu que, por decisão da Justiça Federal em Bagé, no Rio Grande do Sul, só poderia encerrar o prazo de inscrição após o julgamento da ação.

   No entanto, os tribunais regionais federais das diferentes regiões suspenderam as liminares que determinavam a vista antecipada dos espelhos de correção, entendendo que o edital do Enem prevê apenas a vista pedagógica e que leva em conta rigorosamente o previsto no termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado pelo Ministério da Educação com o Ministério Público Federal.

   Muitos estudantes sentiram-se injustiçados. Thais Bastos obteve a nota 400 na redação do Enem. “No ano passado, tirei 700. Neste ano, estudei muito mais, não posso ter ficado com essa nota”, disse. Além disso, ela comparou o que escreveu com redações disponíveis em revistas e manuais, “As redações que receberiam a nota que eu tirei continham erros de português e um vocabulário infantil”. Ela foi uma das que levaram o caso à Justiça e chegou a ganhar o direito da vista antecipada, até que o ministério recorreu e venceu.

   Thais deseja cursar engenharia química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição cujo ingresso é feito, para a maior parte das vagas, apenas pelo Sisu, com base na nota do Enem. Como o exame é anual, no segundo semestre a estudante concorrerá com a mesma nota que, segundo ela, é insuficiente. Mesmo que não esteja previsto no edital do exame, ela pretende entrar novamente com recurso, caso discorde da correção.

   Ela não está sozinha. No Facebook, mais de 3 mil usuários apoiam a página Ação Judicial – Enem. No espaço, trocam experiências e pedem modelos mais transparentes de seleção.

   Em nota, o MEC diz que os “critérios de correção das redações do Enem foram aperfeiçoados e são mais rigorosos”. Segundo a pasta, os textos produzidos pelos candidatos passaram por dois corretores de forma independente e foram avaliados segundo cinco itens de objetividade.

   Caso haja diferença maior que 20% na nota final entre esses dois corretores, a redação é lida por um terceiro corretor. E se, ainda assim, a discrepância persistir, ou seja, a diferença entre as três notas for superior a 200 pontos, a dissertação passa para uma banca examinadora composta por três professores avaliadores, que dão então a nota final ao participante.

   Os cinco itens de competência avaliados foram: domínio da língua portuguesa, compreensão do tema proposto, capacidade de selecionar e organizar ideias, demonstração de conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e apresentação de solução para a proposta dissertativa.

   Cada um dos corretores atribuiu nota até 200 pontos para cada uma dessas competências. Havendo discrepância maior que 80 pontos em cada uma das competências, o terceiro corretor avalia e atribui notas segundo o mesmo critério.

Fonte: info.abril.com.br

Matéria completa disponível em INFO EXAME