Brasileiro cruza fronteira atrás de tomate mais barato

Agência Estado

     O preço recorde do quilo do tomate, que em algumas cidades do Paraná passou dos R$ 8 nesta semana, tem levado consumidores de Foz do Iguaçu a cruzar a fronteira para comprar o produto na Argentina.

     Nesta terça-feira (9), o tomate era vendido nos mercados de Puerto Iguazú por cerca de R$ 3 o quilo e, com o aumento repentino da procura, tornou-se mercadoria rara no comércio da cidade vizinha.

     “Estamos vendendo o que temos e não é muito”, contou o comerciante Antonio Garrido, que somente esta semana disse ter triplicado o estoque e já pensa em reforçar os pedidos aos fornecedores.

     “Se não conseguir, o jeito vai ser aumentar um pouco os preços porque o tomate está começando a faltar em algumas regiões. Segundo ele, em outros municípios argentinos que fazem fronteira com o Brasil a procura pelo produto também está bem acima do normal.

     Apesar de a estratégia de apelar para os países vizinhos em épocas de alta de preços ser bastante comum em regiões de fronteira, a prática neste caso é considerada contrabando, alertam as autoridades brasileiras.

     Segundo o chefe do Ministério da Agricultura em Foz do Iguaçu, Antônio Garcez, quem comprar o tomate na Argentina pode perdê-lo, já que o certificado fitossanitário internacional exigido para este tipo de produto só é fornecido no processo de exportação convencional.

 Matéria disponível em IG

Anúncios

Governo autoriza reajuste de até 6,31% no preço de remédios

FOLHA DE S. PAULO

     O governo autorizou nesta quinta-feira (4) o reajuste de até 6,31% no preço dos medicamentos. A alta no preço depende da categoria dos remédios.

      Para os de nível 1 (medicamentos em que a participação de genéricos no mercado é igual ou superior a 20%), o reajuste máximo será de 6,31%.

      Para os de nível 2 (medicamentos com participação de genéricos entre 15% e 20%), o reajuste máximo será de 4,51%.

     Para os de nível 3 (medicamentos com participação de genéricos abaixo de 15% do mercado), o reajuste máximo será de 2,70%.

     O reajuste foi autorizado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e publicado no “Diário Oficial da União” de hoje.

     Em 2012, o reajuste autorizado pelo governo para medicamentos vendidos em todo o país chegou a 5,85%.

    Segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), se todos os medicamentos forem reajustados pelos índices máximos autorizados, o aumento médio ponderado será de 4,59%.

INFLAÇÃO

     A entidade criticou o reajuste, dizendo que o percentual é baixo e não repõe as perdas para a inflação. “Mais uma vez, o governo aplicou um discutível cálculo de produtividade que reduz o índice de reajuste e prejudica muitas empresas, ao impedi-las de repor o aumento de custos de produção do período”, informou o Sindusfarma, em nota.

     As indústrias de produtos farmacêuticos em São Paulo diz que, em 2012, os medicamentos subiram em média 4,11% e a inflação, 5,84% segundo o IPCA (índice de inflação oficial do governo, medido pelo IBGE).

RENTABILIDADE

     “Desde 2011, a indústria farmacêutica enfrenta fortes pressões de custo, principalmente com pessoal, insumos e matérias-primas”, diz o Sindusfarma. “Até agora, o setor absorveu esse impacto, mas em contrapartida experimentou queda de rentabilidade.”

     O setor diz que “a continuidade dessa situação vai afetar a saúde financeira das empresas, podendo comprometer o lançamento de produtos e os investimentos necessários ao desenvolvimento de medicamentos inovadores”.

Matéria disponível em Folha de S. Paulo

Inflação é maior para dono de carro do que para passageiro de ônibus

UOL ECONOMIA

     A inflação nos últimos meses tem pesado mais no bolso de quem tem carro do que no de quem anda de transporte público, conforme indicam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

     Se por um lado ficou mais fácil comprar um automóvel (o preço do veículo zero caiu 4% em um ano, enquanto o do usado recuou 10%), por outro ficou mais difícil mantê-lo, e não apenas por causa do recente aumento da gasolina anunciado pela Petrobras.

    O preço do estacionamento, por exemplo, subiu 10% nos últimos 12 meses, e o do seguro, 6%. Já as passagens de ônibus urbano e de metrô aumentaram 3% cada.

Matéria completa disponível em UOL ECONOMIA

Gasolina sobe 6,6% nas refinarias

     Fonte: FOLHA DE S. PAULO

     Prestes a divulgar uma queda de lucro e de produção em 2012 e após meses de pressão de sua diretoria e de investidores, a Petrobras anunciou nesta terça feira (29) um reajuste na gasolina e no diesel, que deve injetar R$ 600 milhões mensais no caixa da companhia e aliviar as perdas com a diferença dos preços nos mercados externo e interno.

     Em negociação com o governo desde o ano passado, o reajuste de 6,6% da gasolina nas refinarias da Petrobras será o primeiro com impacto ao consumidor desde 2005 -desde então o governo abria mão da arrecadação da Cide (tributo federal dos combustíveis) para anular a alta nos postos.

     Esse tributo foi zerado no ano passado, logo não pode mais compensar reajustes.

     O diesel sofreu aumento menor: de 5,4%, também nas unidades da estatal. Os novos preços já vigoram desde à zero hora de ontem (quarta feira).

     Como a gasolina recebe uma adição de 20% de álcool (produto com preço menor) antes de ser vendida nos postos, o reajuste não deve chegar na mesma proporção aos consumidores. A consultoria CBIE estima alta de 4% dos preços nas bombas.

     Para o presidente do Sincopetro (sindicato dos donos de postos de combustível da cidade de São Paulo), José Alberto Gouveia, o aumento dos preços ao consumidor será “muito próximo” do percentual de reajuste na refinaria. O Sindicom (sindicato nacional das distribuidoras de combustíveis) também diz que haverá repasse.

     Segundo a Petrobras, “o reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo”.

     O CBIE, porém, estima que ainda haja defasagem em relação aos preços internacionais. Antes do reajuste, a gasolina tinha uma diferença de 15%, e o diesel, de 24%.

     Adriano Pires, sócio da consultoria, diz que o aumento veio para dar uma “boa notícia ao mercado”, pois o lucro deve cair 15%, e a produção 3%, em 2012. O balanço sai na próxima semana.

Desde 2012, a Petrobras amarga fracos resultados e sua presidente Graça Foster negociava intensamente com o governo o reajuste.

     Para Pires, o aumento só foi possível agora porque houve queda do preço da energia elétrica, que trará alívio à inflação e compensará o aumento da gasolina.

     “O governo sangrou a Eletrobras [que vai receber menos pela energia gerada] para salvar a Petrobras.”

Matéria extraída da Folha Uol, disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/91266-gasolina-sobe-66-nas-refinarias-hoje.shtml